
de rosas cintilantes e azuis turquesa
da infância em dias cor de laranja
dos olhos fechados em sonho
eu os abri pra realidade, indefesa
recebi presentes gris e cega
enxerguei a vida menos bela
palidamente cálida e embaçada
vendo tudo por um verniz
num brilho falso que não apraz
escondida como presa
lancei olhares de cor vermelho
sangue, rubi cortante e intenso
queimei pra ver se derretia o gelo
indecentemente rasgado e imoral
das desbotadas companhias
de amores ausentes, à solidão
ferida me tornei branca no preto
contida amarguei as derrotas
vencida sofri pálida a quase morte
me entreguei então à dor
me deixei aquietar como broto
por tempos deixei juntar poeira
no rosto observando por frestas
o marrom da mistura: lágrima e pó
regando a terra, aguardei nascer
em amarelo ao verde me vi crescer
em esperança de dias laranjas
como na velha infância amadureci
brotei feito flor furta-cores
lilás para a vida, voltada pra luz
me despedi atrevida do luto
pra me transformar arco-íris no amor.
da infância em dias cor de laranja
dos olhos fechados em sonho
eu os abri pra realidade, indefesa
recebi presentes gris e cega
enxerguei a vida menos bela
palidamente cálida e embaçada
vendo tudo por um verniz
num brilho falso que não apraz
escondida como presa
lancei olhares de cor vermelho
sangue, rubi cortante e intenso
queimei pra ver se derretia o gelo
indecentemente rasgado e imoral
das desbotadas companhias
de amores ausentes, à solidão
ferida me tornei branca no preto
contida amarguei as derrotas
vencida sofri pálida a quase morte
me entreguei então à dor
me deixei aquietar como broto
por tempos deixei juntar poeira
no rosto observando por frestas
o marrom da mistura: lágrima e pó
regando a terra, aguardei nascer
em amarelo ao verde me vi crescer
em esperança de dias laranjas
como na velha infância amadureci
brotei feito flor furta-cores
lilás para a vida, voltada pra luz
me despedi atrevida do luto
pra me transformar arco-íris no amor.
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